No dia 14 de agosto de 2007, uma série de renúncias deixou o município de Aliança, no interior de Pernambuco, sem prefeito. Carlos Freitas, que ocupava o cargo na época, renunciou após ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo crime de abuso de poder e compra de votos. O vice-prefeito Pedro Cavalcante e a presidente da Câmara dos Vereadores, Ana Maria Freitas, próximos na linha de sucessão, também renunciaram logo em seguida.
Ao tomar conhecimento da estratégia, o procurador regional eleitoral Fernando José Araújo Ferreira apresentou-se ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para requerer a convocação de novas eleições diretas no município. Foi, então, proposta uma nova ação civil pública, resultado de parceria com a Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco (PRE/PE), que vinha trabalhando para impedir manobras políticas de perpetuação de poder político do ex-prefeito Carlos Freitas.
O que se seguiu foi uma série de apelos por parte da Câmara Municipal de Aliança, onde o grupo político de Carlos Freitas era a maioria, para tentar realizar eleições indiretas e eleger o candidato que o ex-prefeito indicasse. No entanto, por duas vezes a justiça determinou a suspensão de pleitos indiretos, e o primeiro-secretário da Câmara Municipal de Aliança, Assuero Vasconcelos Arruda, exerceu o cargo de prefeito interino até o dia 17 de fevereiro de 2008, quando novas eleições diretas foram enfim realizadas.
Foto: Petronio R Barros/wikipedia