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Entre o final de abril e o início de maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou o maior desastre climático de sua história. As chuvas excessivas atingiram 478 municípios, afetando mais de R$ 2,3 milhões de pessoas, com 183 mortos e 806 feridos. Em Porto Alegre, a rodoviária e o aeroporto ficaram inundados, assim como parte do Centro Histórico e alguns bairros da capital gaúcha.

Próximo ao rio Guaíba, onde boa parte do volume das precipitações que sobrecarregaram bacias do interior desaguou, o prédio da PRR4 foi alcançado pela enchente em 6 de maio. Só foi possível entrar na sede sem apoio de barcos ou botes 11 dias depois, quando um cenário de sujeira e destruição de salas e equipamentos localizados no térreo se revelou.

A reabertura total do prédio para trabalho presencial e atendimento ao público ocorreu apenas em 9 de setembro, após quatro meses de muito esforço por parte da Administração para limpar a sede, recuperar ou adquirir móveis e equipamentos (sobretudo da subestação elétrica que ficou embaixo d’água), além de dar apoio para quem, ao longo desse período, exerceu atividades a distância. Mesmo assim, as obras de recuperação e reforma da Regional se estenderam ao longo de 2025.