O #DiaNacionaldaConsciênciaNegra foi instituído em 1978 e faz referência ao dia 20 de novembro de 1695, data do assassinato de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra contra o escravismo e de luta pela liberdade.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a desigualdade racial se acentuou ao longo dos anos. O homicídio de negros entre 2008 e 2018 cresceu 11,5%; de negras, 12,4%. Um jovem negro é assassinado a cada 21 minutos.
Negros representam 56,7 % da população brasileira, 74,4% de vítimas de violência letal e 66,7% da população carcerária brasileira.
Em 2019 negros foram 79,1% das vítimas de intervenções policiais com resultado de morte.
Isso tudo sem falar dos altos índices de desemprego, salários mais baixos, pouca participação nos espaços de poder, violência obstétrica, materna, doméstica, etc…
É preciso dizer que o racismo institucional é uma realidade que inviabiliza uma série de direitos e acesso a políticas públicas às pessoas negras, principalmente às mulheres, marcando a desigualdade social e de gênero da sociedade brasileira.
Estamos em meio à Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), proclamada pela ONU.