Manoel Moura Ferreira (alcunha “Manoelzinho”) e Ronaldo Lima Silva foram denunciados por terem, no dia 27 de junho de 2012, na localidade de Dorlin, Município de Maripasoula, na Guiana Francesa, matado dois e tentado matar seis militares da Gendarmaria Nacional francesa, após troca de tiros, cometendo esses crimes em circunstância de emboscada e de forma a dificultar a defesa das vítimas e para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade e a vantagem de outros crimes.

Atuação do Ministério Público Federal

Condenação

No dia 5 de maio de 2022, Ronaldo Lima Silva, comparsa de “Manoelzinho” na empreitada criminosa, foi condenado a 130 anos de reclusão pelo Tribunal do Júri e recorreu da sentença. Até o momento, o TRF1 não julgou o recurso e, atualmente, Ronaldo encontra-se preso no Iapen.

Legado do caso

O caso “Manoelzinho” contou com a participação ativa da Secretaria de Cooperação Internacional da PGR e do Grupo de Apoio ao Tribunal do Júri e teve uma grande repercussão na sociedade e na imprensa nacional e internacional, notadamente na Guiana Francesa. Ademais, deixou um legado importante para o sistema de justiça brasileiro, que demonstrou a importância da atuação do MPF na defesa da sociedade e como agente na cooperação internacional.

Conclusão

O Ministério Público Federal, ao atuar de forma diligente e comprometida na investigação e no processo judicial do caso “Manoelzinho”, cumpriu seu papel de órgão acusador no sistema da justiça criminal, bem como atuou como agente de cooperação internacional, a fim de colaborar para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.


FONTE: página oficial do MPF, notícias e reportagens em jornais como "G1 Amapá" e análise da ação penal nº 0004449-23.2015.4.01.3100
Foto: AFP